Boks, poluboks e kanadka: o que são esses cortes clássicos

Boks, poluboks e kanadka: o que são esses cortes clássicos

Onde terminam as laterais curtas no boks e no poluboks?

Boks e poluboks, os dois cortes masculinos curtos com que todo cabeleireiro da escola pós-soviética começava, se diferenciam por uma linha: até onde sobem as laterais passadas na máquina. No boks a parte curta sobe bastante e separa o topo das têmporas e da nuca; no poluboks, que quer dizer "meio boks", a linha da máquina fica mais baixa, da borda de cima de uma orelha, por baixo da saliência da nuca, até a outra, e sobra mais comprimento em cima. A descrição clássica dos manuais esfuma o cabelo numa faixa de dois a três centímetros acima dessa linha e deixa de cinco a oito centímetros no topo; o boks segue os mesmos passos, mais curto e com a transição mais alta. A kanadka é outra ideia. A Wikipédia russa, que também a chama de "polca canadense", descreve volume na testa e no topo, mechas de no máximo três a quatro centímetros e laterais curtas na máquina ligadas ao topo sem uma borda marcada. Por que canadense? Os dicionários registram kanadka como nome coloquial de um corte curto e deixam a origem em branco, então qualquer história sobre o nome é palpite. O undercut é o único dos quatro com nome em inglês e o único sem degradê: laterais e nuca num só comprimento curto e o topo comprido caindo por cima. Esteve na moda de 1910 a 1940 e voltou nos anos 2010.

A kanadka equivale ao crew cut, e o undercut não tem degradê

Na língua que um barbeiro de Kyiv usa hoje, o boks é um degradê alto ou um taper alto com o topo curto, e se as laterais vão até a pele ele fica muito perto do high and tight militar americano. O poluboks é um taper baixo ou médio com mais comprimento em cima, que vira um fade baixo ou médio quando a parte de baixo chega à pele. A kanadka corresponde ao crew cut, cujo topo é graduado do cabelo mais comprido na linha da testa até o mais curto atrás da coroa; a versão mais longa se chama Ivy League. O undercut continua undercut. Os manuais antigos trazem dois detalhes que ainda contam na cadeira. A altura da linha depende do formato da sua cabeça: um osso da nuca muito saliente some quando a linha passa por baixo dele, por isso o barbeiro costuma passar os dedos pela nuca antes de decidir onde a parte curta termina. A largura do degradê também depende da cor: o mesmo manual pede pelo menos cinco centímetros de transição em cabelo escuro e só dois ou três em cabelo loiro e grosso. Na 044 Barbershop em Kyiv, o mais próximo de um boks ou de um poluboks é o corte a máquina com dois pentes e contorno ou degradê: o nome antigo diz onde fica o contorno e os pentes dizem quanto encurtar.

Traduza o nome antigo em altura do degradê e comprimento

Use o nome antigo como ponto de partida e traduza em três respostas. Primeira: onde termina a parte curta, na altura da borda da orelha, por baixo da saliência da nuca, na têmpora ou mais acima, onde a lateral vira topo. Segunda: quão curto fica embaixo, na pele ou com um número de pente, porque um poluboks no pente cresce como uma sombra e um na pele mostra uma faixa em poucos dias. Terceira: o topo, o comprimento em centímetros ou em dedos e se fica uniforme ou sobe em direção à testa, que é justamente o que separa um topo curto comum de uma kanadka. Acrescente uma palavra sobre a junção. Com degradê você tem boks, poluboks ou kanadka; com um degrau marcado e sem transição, um undercut. Os barbeiros costumam ouvir "poluboks" para quase tudo, de um taper suave a um fade médio, então o nome sozinho raramente decide o corte. As mesmas três respostas valem para um menino, e aí um poluboks no pente aguenta bem um bimestre de escola porque não tem linha marcada para crescer. Corte infantil também está na nossa lista. Se você lembra do corte por uma foto antiga, traga: o perfil mostra a altura da linha melhor que qualquer nome. Diga o nome antigo na cadeira e o barbeiro pode mostrar com o dedo, na sua própria cabeça, por onde passaria a linha antes de ligar a máquina.